Proseando

Liberdade para escolher

Pode ser uma imagem de texto que diz "Olá Carpinejar. Tenho um relacionamento de 5 anos, já fui traída e perdoei, temos um filho juntos. A cerca de um mês resolvemos então morar juntos, mas ele no primeiro desentendimento bate porta, fala alto, manda a merda como sempre fez e vivo sob ameaças de me mandar embora. Nosso filho o ama ao viver agora com ele. E eu sinto dor. Não sei o que fazer."
Querida leitora,

Há pessoas que não aceitam o perdão, que se julgam pressionadas pela generosidade, que se enxergam devedoras da gratidão, que viram bichos acuados porque não têm a mesma vontade de mudar.

Ele próprio não se desculpou. Não aceitou a permanência da relação. Não admitiu revisar os hábitos e ser mais dedicado e atento depois da falha. Age como se você tivesse errado - cobrando com gritos e ameaças, numa total falta de paciência.

A inversão é um recurso da infelicidade. Parece que morar juntos não era um projeto dele, só que não tinha mais nenhum argumento para justificar a separação - porque nem a infidelidade serviu para lacrar a porta.

Talvez não a ame mais e esteja seguindo com a família pela proximidade com o filho. Há uma violência, uma tensão no ar, uma anulação de sua parte que não trará evolução. Os abusos estão muito perto de acontecer, disfarçados de iminente despejo e contrariedade.

Entendo que vem forçando um relacionamento. Não existe mais o enamoramento, só o desespero de ficar junto de qualquer jeito. Sua submissão é perigosa, tornou-se dependente do humor dele para se sentir em paz. Se ele não está calmo, não consegue fazer mais nada. Acorda à espera de uma permissão para viver.

Deixe ir. Assim se encontrará livre para escolher, e não mais ansiando em ser escolhida.

Abraço
Fabrício Carpinejar

Professora universitária - Mestre em Administração e Blogueira nas horas vagas. Cada um tem a parte de mim que conquistou. Sou mulher, fera, amiga, bruxa e fada. Só não sou obrigada.

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