Proseando

Me apaixonei por um padre

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Querida leitora, 
O hábito não faz o monge. Você tinha a certeza de que ele, por ser um padre, trataria o envolvimento com seriedade, que abandonaria a batina. Até porque, em sua concepção, ele não pode se relacionar, então era uma exceção, uma exceção pelo coração. Um conto de fadas impossível de ser reprimido, que resultaria no altar. 
Enxergava nele uma autoridade moral, como um juiz. Se ele errou, foi porque estava apaixonado. Não romperia o voto de abstinência por uma casualidade. 
Infelizmente, santificou o pecado dele. Ele é um cafajeste igual a tantos outros. Foi o mesmo que iniciar um romance com um homem casado, com aquelas desculpas de que não pode mudar a sua condição no momento ou que vem passando por uma crise. A diferença é que o matrimônio dele é com a Igreja. 
Por detrás do colarinho, emerge a safadeza comum de quem desejava apenas sexo e aventura. Usou um discurso edificante e aproveitou a sua vulnerabilidade e fraquezas para alcançar benefícios carnais e egoístas. 
Há um caso grave de assédio religioso, de se valer de uma condição superior para obter vantagem e manipular a credulidade dos fiéis. 
Nem a Igreja é a vida dele, já que não respeitou os sacramentos, muito menos você é o amor da vida dele, já que ele não enxerga nenhuma responsabilidade em seus atos. 
Você não foi a primeira e, o pior, não deve ser a última vítima desse serial lover do confessionário. 
Abraço, 
Fabrício Carpinejar

Professora universitária - Mestre em Administração e Blogueira nas horas vagas. Cada um tem a parte de mim que conquistou. Sou mulher, fera, amiga, bruxa e fada. Só não sou obrigada.

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